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Tecnologia portuguesa pois então!

por alho_politicamente_incorreto, em 31.03.10

Novos autocarros de ligação

entre Portimão e Ferragudo

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Agora também mais perto de si

por alho_politicamente_incorreto, em 29.03.10

Blog do ALHO

ao alcance do seu telemóvel

Foto de CORTES

Pode parecer disparatado ou pretensioso, mas cada ferramenta (útil) a mais, em qualquer blog, pode fazer a diferença.

Por isso, surgiu a ideia de generalizar o acesso a este espaço. Ademais, não esqueçamos que nos dias de hoje os telemóveis fazem tarefas que nem verdadeiros computadores, somando-se a evidência de que as pessoas têm cada vez menos tempo livres.
Ao criar esta opção, penso estar a viabilizar mais uma forma simples e rápida para os leitores acompanharem as actualizações.

Assim, a qualquer hora e em qualquer lugar, poderá visitaro blog do ALHO marcando no seu telemóvel  http://blogdoalho.mofuse.mobi/

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Mudou a hora!

por alho_politicamente_incorreto, em 28.03.10

Sol do Meu Dia

 

 

Se eu fosse nuvem tinha imensa mágoa
Não te servindo de asas maternais
Que te pudessem abrigar da água
            Que chovesse das mais!

E sendo eu onda, tinha mágoa suma
Não te podendo a ti, mulher, levar
De praia em praia sobre a alva espuma,
            Sem nunca te molhar!

E sendo aragem eu, que pela face
Te roçasse de rijo alguma vez
Que o Senhor com mais força respirasse...
            Que mágoa imensa... Vês?

E a luz do teu olhar que me não luza
Um rápido momento a mim sequer,
Como a águia no ar, que passa e cruza
            A terra sem na ver!

Mas que me importa a mim! Se me esmagasses
Um dia aos pés o coração a mim,
As vozes que lhe ouviras, se escutasses,
            Era o teu nome... sim;

O teu nome gemido docemente,
Com toda a fé de um mártir em Jesus.
Se acaso já em Cristo pôs um crente
            A fé que eu em ti pus!

A fé, mais o amor! Porque ele expira
Sem que a ninguém lhe estale o coração;
E eu, se essa luz dos olhos me fugira,
            Sobrevivia? Não.

Assim como em ti vivo, morreria
Também contigo, se uma vez (que horror!)
Te visse pôr, ó Sol!... Sol do meu dia!
            Astro do meu amor!

João de Deus, in 'Campo de Flores'

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Frases retiradas de revistas femininas da década de 50 e 60

por alho_politicamente_incorreto, em 27.03.10

Mulheres de ontem

 

 

1. Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
Jornal das Moças, 1957

   
2. Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto.
Revista Cláudia, 1962

   
3. A desarrumação numa casa de banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.
Jornal das Moças, 1965

  

4. A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.
Jornal das Moças, 1959

 
5. Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.
Jornal das Moças, 1957

 
6. A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré
nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara.
Revista Cláudia, 1962

 

7. Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.

 Revista Querida, 1954

 
8. O noivado longo é um perigo.
Revista Querida, 1953

 
9. É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
Jornal das Moças, 1957

 
10. E para finalizar, a mais de todas:
O LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA.
Revista Querida, 1955
 
A CONCLUSÃO A QUE ALGUNS OS HOMENS AINDA CHEGARÃO: 

"Já não se fazem mais revistas didácticas e carregadas de moral e amor como antigamente …"  

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Uma questão de formação pessoal

por alho_politicamente_incorreto, em 26.03.10

Dicionário de Bolso

(Obs. – É favor ler em voz alta.)

RUSSO

Conjunto de árvores
 
 
 

Boshke
 
 
 

Insecto
 
 
 

Moshka
 
 
 

Político
 
 
 

Caganopovo
 
 
 

Defunto
 
 
 

Sefoy Prakova
 
 
 

Sogra
 
 
 

Storvo
 
 
 

ALEMÃO

Abrir a porta
 
 
 

Destranken
 
 
 

Não me interessa
 
 
 

Queselich
 
 
 

Bombardeio
 
 
 

Bombascaen
 
 
 

Chuva
 
 
 

Gotascaen
 
 
 

Sogra
 
 
 

Ajjj
 
 
 

ÁRABE

Metralhadora
 
 
 

Allavai Abalabalabalabalabala
 
 
 

Elevador
 
 
 

Alicima Vai
 
 
 

Necessito um banho
 
 
 

Molhamed
 
 
 

Sogra
 
 
 

Alvíborah
 
 
 

CHINÊS

Cabelo sujo
 
 
 

Chin-Champu
 
 
 

Descalço
 
 
 

Chin Chinela
 
 
 

Top-less
 
 
 

Chin-Chut-Yiã
 
 
 

Náufrago
 
 
 

Chin-Chu-Lancha
 
 
 

Nudista
 
 
 

Chin-Calcao
 
 
 

Pobre
 
 
 

Chen Luz, Chen Agua e Chen Gaz
 
 
 

Veneno
 
 
 

Bai Gon
 
 
 

Estudante
 
 
 

Xu-Lo-Pai
 
 
 

Ladrão
 
 
 

Fin-To-Xui
 
 
 

Politico
 
 
 

Chin-Pan-Ze
 
 
 

Sogra
 
 
 

Bru-Xa-Feia
 
 
 

INGLÊS

Banheira giratoria
 
 
 

Tina Turner
 
 
 

Indíviduo de bom autocontrole
 
 
 

Auto Stop
 
 
 

Copie bem
 
 
 

Copyright
 
 
 

Talco para caminhar
 
 
 

Walkie Talkie
 
 
 

JAPONÊS

Adivinhador
 
 
 

Komosabe
 
 
 

Bêbado
 
 
 

Yochi Tomo Whiski
 
 
 

Café amargo
 
 
 

Takaro Azukar
 
 
 

Top Less
 
 
 

Sakare Ateta
 
 
 

Diarreia
 
 
 

Kagasoagua
 
 
 

Carro
 
 
 

Kenon Hémoto
 
 
 

Compre
 
 
 

Adkira
 
 
 

Terror
 
 
 

Aikimedu
 
 
 

Fraco
 
 
 

Yono Komo
 
 
 

Roubaram-me a moto
 
 
 

Yononvejo M'yamaha
 
 
 

Meia volta
 
 
 

Kasigiro
 
 
 

Bilhar
 
 
 

Takada Nabola
 
 
 

Bar
 
 
 

Boti Kin
 
 
 

Político
 
 
 

Roba Kasitudo
 
 
 

Se foi
 
 
 

Non-ta
 
 
 

Acabou a gasolina
 
 
 

Yaminhamoto Nonanda
 
 
 

Vice-campeão
 
 
 

Kuasi-Ganho
 
 
 

Ainda tenho sede
 
 
 

Kiro Maisagwa
 
 
 

WC
 
 
 

Akisicaga
 
 
 

Fim
 
 
 

Saka-bo
 
 

 

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»Desejo-te tempo, para que fiques»

por alho_politicamente_incorreto, em 25.03.10

Desejo-te Tempo!

 

 

Não te desejo um presente qualquer,

Desejo-te somente aquilo que a maioria não tem.

Tempo, para te divertires e para sorrir;

Tempo para que os obstáculos sejam sempre superados

E muitos sucessos comemorados.

Desejo-te tempo, para planear e realizar,

Não só para ti mesmo, mas também para doá-lo aos outros.

Desejo-te tempo, não para ter pressa e correr,

Mas tempo para encontrares a ti mesmo,

Desejo-te tempo, não só para passar ou para vê-lo no relógio,

Desejo-te tempo, para que fiques;

Tempo para te encantares e tempo para confiar em alguém.

Desejo-te tempo para tocar as estrelas, 

E tempo para crescer, para amadurecer.

Desejo-te tempo para aprender e acertar,

Tempo para recomeçar, se fracassar.

Desejo-te tempo também para poder voltar atrás e perdoar.

Para ter novas esperanças e para amar.

Não faz mais sentido protelar.

Desejo-te tempo para ser feliz.

Para viver cada dia, cada hora como um presente.

Desejo-te tempo, tempo para a vida.

Desejo-te tempo. Tempo. Muito tempo!

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»Monumentos à novilíngua e à trafulhice pedagógica»

por alho_politicamente_incorreto, em 24.03.10

A tralha que atrapalha
 


6.1.10 Publicado por: Ramiro Marques
»Por que será que a opinião pública tem sido pouco alertada para a tralha que atrapalha? Por que será que o processo negocial, que se arrasta há quase dois meses, não inclui a questão da tralha que atrapalha?
Não há um único professor no país que não saiba qual é a tralha que atrapalha.
Até os inspectores - guardiões da tralha que atrapalha - sabem qual é a tralha que atrapalha.
Até os burocratas que trocaram a sala de aula pelas equipas de "apoio" às escolas sabem qual é a tralha que atrapalha.
E até mesmos os aposentados que integram o CCAP sabem qual é a tralha que atrapalha. Não porque conheçam a realidade das escolas - já que fugiram delas em bom tempo - mas porque ouviram falar da tralha que atrapalha.
Mas, admitindo que haja algumas almas bem intencionadas, embora ignorantes, nas equipas de avaliação externa das escolas, no CCAP, nas equipas de "apoio" às escolas, na DGRHE ou nas DRE, deixo aqui a lista da tralha que atrapalha:
 
Os projectos curriculares de escola. Não servem para nada: só atrapalham sobretudo porque há quem os altere todos os anos. Já contaram as milhares de horas perdidas pelas equipas e comissões permanentes de revisão dos projectos curriculares de escola e dos projectos educativos de escola?
 
Os projectos curriculares de turma. Servem para alguma coisa? Sim: para perder tempo.
 
Os planos de recuperação. Servem para quê? Socializar os prejuízos e privatizar os benefícios. Desculpabilizar e construir sucesso educativo de forma fraudulenta.
 
Os planos de acompanhamento. Idem.
 
Os planos de "melhoramento". Idem.
 
Os relatórios sobre os planos de recuperação e de "melhoramento" (sic). Idem. Monumentos à novilíngua e à trafulhice pedagógica.
 
Acabem com a tralha que atrapalha. A opinião pública compreenderá que a talha que atrapalha é nociva ao ensino.
Gostava de ouvir os responsáveis do ME a falar na redução ou eliminação da tralha que atrapalha. Não ouço. A tralha que atrapalha obedece ao plano.»

Ramiro Marques

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Estatuto do Aluno

- proposta do CDS/PP

O blog do ALHO divulga hoje a proposta de alteração ao Estatuto do Aluno, aprovado durante o controverso consulado de Maria de Lurdes Rodrigues, aduzida pelo Grupo Parlamentar do PP.

Acontecimentos recentes, que lograram chocar a opinião pública, vieram alertar a comunidade para a gravidade que o assunto encerrará.

À semelhança do acontecido no passado, e por se tratar de assunto de relevante interesse público, divulgamos a proposta do Grupo Parlamentar do CDS/PP que me foi amavelmente remetida por e-mail. Se entretanto outros grupos parlamentares remeterem as suas iniciativas legislativas sobre a matéria, serão igualmente divulgadas neste espaço. 

Nos links em baixo, a supra mencionada proposta está disponível em PowerPoint e na sua versão integral:

 http://www.scribd.com/doc/28751818/Estatuto-proposta-Integral-PP

e/ou

http://www.scribd.com/doc/28766368/Estatuto

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O regresso do poder dos Pais

por alho_politicamente_incorreto, em 22.03.10

 

 
 
O regresso dos pais autoritários
Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê.
 
Catarina Fonseca/ACTIVA | 10 Fev. 2010
 
 

 

"Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os todo-poderosos filhos.
Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.
Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. "Portanto, madame, é só escolher um! São todos iguais!"
Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.
- Então, nada de democracia para as crianças?
- Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que está a guiar o avião? E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar.' A criança tem necessidade de alguém acima dela.
- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?
- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a crianças.
- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás desaprova.
- Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.
- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...
- Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de tudo' deve ser substituído por 'o casal acima de tudo'. A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Por que isso não acontece é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de casal, estão a proteger a criança. 
- Educou os seus filhos da forma que defende?
- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as viagens de carro que costumávamos fazer - sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: - Olhem que eu páro o carro e deixo-vos a todos aqui na autoestrada! - Só há pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem importância, o importante é que funcionava! (ri)
- Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai... Qual é então o papel do pai, para lá de ser egoísta?
- Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.
- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...
- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'não', mesmo que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.
- Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam tão perturbadas.
- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não travadas, vão crescer e fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade.
- Nem cientistas... É o senhor quem o diz...
- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar, quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um século. Não quero pais castradores.
- O que é um pai castrador?
- Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.' E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.' 

 E O QUE NÃO DEVEMOS...
- Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à vida. Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.
- Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.
- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.
- Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.
- Bater nunca: nem na mão nem no rabo.
- Elogiar, só para coisas excepcionais.
- A criança não deve escolher a sua roupa.
- Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.
 (Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje.)

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Há gente que vive, há muito, tempos de aperto

por alho_politicamente_incorreto, em 21.03.10

Congelamentos esquentados 

«O Diário Económico apurou que o PEC vai prever uma política de moderação salarial para a Função Pública até 2013, com metas definidas sobre o peso da factura com pessoal no total da despesa do Estado»

Ora cá vão uns salariozitos que vão entrar em "moderação" e não conhecerão aumento:

- Mata da Costa: presidente CTT, 200 200,00 €
- Carlos Tavares: CMVM, 245 552,00 €

- António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507,00 €
- Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000,00 €
- Fernanda Meneses: STCP, 58 859,00 €
- José Manuel Rodrigues: Carris, 58 865,00 €
- Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536,00 €
- Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249 448,00 €
- Luís Pardal: Refer, 66 536,00 €
- Amado da Silva (ex-chefe de gabinete de Sócrates): Anacom, Autoridade Reguladora  da Comunicação Social, 224 000,00 €
- Faria de Oliveira: CGD, 371 000,00 €
- Pedro Serra: AdP, 126 686,00 €
- José Plácido Reis: Parpública, 134 197,00 €
- Cardoso dos Reis: CP, 69 110,00 €
- Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233 857,00 €
- Fernando Nogueira (não é o ex- líder do PSD, que se encontra em Angola): ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938,00 €
- Guilherme Costa: RTP, 250 040,00 €
- Afonso Camões: Lusa, 89 299,00 €
- Fernando Pinto: TAP, 420 000,00 €
- Henrique Granadeiro: PT, 365 000,00 €

Fonte: Jornal SOL de 22/01/2010

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras, observatórios e institutos públicos cujo número total o povo ainda desconhece.

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